artesão

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Se outrora estive néscio, fiz-me cego e pus-me surdo. Distribuía minhas convicções em trajetos regados pela insensatez. Caminhava por trilhas que não me conduziram a lugar nenhum. 

Os próprios vestígios, vastos, foram todos ignorados pela minha vasta ignorância. Mas a beleza e a bondade costurada em seus tecidos me puseram novamente em boa rota.

Suspirei em afagos mimosos quando, na volta, pude contemplar o artista pela sua arte. Não obstante, a arte que no início estava apenas lá, em silhuetas e movimentos distantes, foi paulatinamente tecida até aqui, de tal forma que me foi possível vê-la, toca-la, cheirá-la, tê-la, digerí-la...

Sê-la. 

Descobrí-me arte.

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