Já o Seu Francisco de longe pôde observar, na escada pela qual galgou seu heroísmo e morte, a iminência de tudo isso. Logo ele, residente daquelas ruas que dantes lhe davam só descaso e que naquele dia também lhe deram o acaso. Antes Seu Francisco, de sobrenome Erasmo, tivesse percebido canção na porta da igreja ou simplesmente os sinos marcando horário. Mas o que havia era melodia desafinada, sons de desespero e refenismo. Seu Francisco virou um risco, passou pela ineficiência militar na frente da Sé, e subiu as escadas. Sem pensar duas vezes transformou a praça novamente em mais um marco zero, derrubou o assassino, salvou a vítima, e foi sibilado por notas desafinadas da arma que o golpeou silenciando sua canção. Ainda deu tempo do Seu Francisco observar, pela última vez, as árvores da praça e desfalecer. Palco de tantos marcos, marco de outro palco: a realidade.
Que sacudam palmas, hasteiem bandeiras. Façam silêncio. Que a justiça nasça como um grito, e aflua como como um Rio...
todos São Francisco.
