A desesperança em qualquer ideal político gera em mim um asco e fadiga minha sensatez pelo fato de apenas pensar que de dois em dois anos tenho que, de todos os males, escolher e votar naquele que me convença ser o menos ruim (tentando pescar tal fato ouvindo seus discursos utópicos e surreais de perfeito caráter) e ainda ser coagido a escolher um dos polos que a mídia repercute (ou cria?), como se outrora nunca tivessem cometidos erros absurdamente similares ao que o polo vigente está cometendo. Quem dera votar em humanos, e não no ideal bienalmente roteirizado por marketeiros e outros excelentes mentirosos que trabalham de forma similar aos tanatólogos (profissionais de funerária) dando aquela perfumada em algo que visivelmente está podre. Em tempos onde maquiagem é moda, infelizmente tentar tapear o caráter também não é incomum.
Creio que exista os bons, mas duvido da exime integridade ou compromisso com a população de fato. Por isso eu peço que me frustrem nisso, pois eu quero sim ser frustrado em tudo isso que escrevi. Do contrário, me resta apenas caminhar paralelamente ao cenário político, fazendo intervenções juntamente com instituições sérias, pra não correr o risco de ser sujado só pela intenção do cheiro ruim dessas ladainhas que enchem meu olfato e ouvidos a cada dois anos.